Querer apostilar no Paraguai um papel argentino
A apostila se faz sempre no país que emitiu o documento, antes de viajar. Depois que você está em Assunção, esse papel já não pode ser apostilado e precisa ser pedido de novo na Argentina.
Taxas oficiais verificadas em 17/08/2026 (Decreto 6225/2026 · Res. DNM 407/2026 vigente). Ver fontes
Guia por país
Como argentino, você entra pelo Acordo de Residência do MERCOSUL: a residência temporária não pede Interpol nem comprovação de solvência, e seus documentos já estão em espanhol. O que complica é a apostila e fazer os nomes coincidirem letra por letra entre a certidão de nascimento e o DNI ou o passaporte.
Via: Acordo de Residência do MERCOSUL
Lista de documentos
A lista geral está na página Processo. Aqui vai só o que muda por você vir deste país. Processo →
Como funciona
Dizemos qual via se aplica (Lei 6984, MERCOSUL ou permanente direta), quais documentos precisa e quanto custa. Por escrito.
Antecedentes criminais, certidão de nascimento e estado civil, apostilados. Revisamos cada digitalização antes de você viajar: ninguém chega a Assunção com um papel vencido.
Na sua primeira semana em Assunção: Interpol, Polícia Nacional, cópias autenticadas e o protocolo do processo. Você sai com a residência precária: já pode trabalhar, estudar e sair do país.
A Migrações decide e emite a carteira de admissão temporária (2 anos). Fazemos o acompanhamento e avisamos, mesmo quando não há novidade.
Certificado de radicação, certificado de vida e residência, registro de estrangeiro e coleta de dados no Departamento de Identificações. Vamos com você. A cédula de identidade é retirada por você pessoalmente.
A mudança para residência permanente é pedida dentro dos 3 meses anteriores ao vencimento da carteira temporária. Avisamos com antecedência e montamos seu dossiê de solvência conforme a Res. DNM 407/2026.
Erros frequentes
A apostila se faz sempre no país que emitiu o documento, antes de viajar. Depois que você está em Assunção, esse papel já não pode ser apostilado e precisa ser pedido de novo na Argentina.
A temporária MERCOSUL não pede solvência, mas dura 2 anos e não se prorroga. A permanente pede-se dentro dos 90 dias anteriores ao vencimento e aí sim é preciso comprovar solvência com o documento da sua categoria (Res. DNM 407/2026).
O comprovante de entrada é requisito do processo. Se você cruza por Clorinda ou por Posadas, exija o carimbo ou a boleta migratória: entrar sem registro de entrada tem multa de Gs. 702.462 (art. 87 da Lei 6984/2022).
Perguntas frequentes
Para a residência temporária MERCOSUL, não: essa lista oficial não inclui Interpol nem comprovação de solvência. São pedidos os antecedentes da Polícia Nacional paraguaia (Gs. 24.500), tramitados em Assunção. Para a mudança para residência permanente, a Interpol volta à lista junto com os antecedentes judiciais e de boa conduta.
A Migrações aceita cédula de identidade, documento nacional de identidade ou passaporte vigente. O que não pode faltar é o registro da sua entrada no país (carimbo ou boleta migratória) e que o nome do documento coincida com o das suas certidões. Se você vai viajar com frequência, o passaporte simplifica o carimbo.
Não é automático e não é o Paraguai quem decide. A residência migratória não é residência fiscal: o certificado paraguaio é emitido pela DNIT (RG 65/2020) e exige RUC ativo, em dia, e a constância de movimento migratório do exercício. O que acontece com sua situação na Argentina é definido pela lei argentina; consulte um assessor lá. Nós explicamos e gerenciamos só a parte paraguaia.
A avaliação é gratuita e por escrito: dizemos qual via se aplica a você, a lista exata de documentos e o custo total, com as taxas oficiais à vista e nosso honorário fechado, com a cédula de identidade sempre incluída.

Como brasileiro, você entra pelo Acordo de Residência do MERCOSUL e seus documentos em português não são traduzidos: é uma exceção oficial da Migrações, e é o trâmite mais leve em papéis que existe. A armadilha é achar que essa exceção também livra da apostila: não livra.

Como uruguaio, você entra pelo Acordo de Residência do MERCOSUL: temporária sem Interpol nem solvência, documentos em espanhol sem tradução e a taxa mais baixa da tabela. A parte delicada é o calendário: os antecedentes uruguaios se pedem perto da viagem, não meses antes.

A Venezuela não integra o Acordo de Residência do MERCOSUL, então seu trâmite vai pela via geral da Lei 6984/2022: com Interpol e com a taxa mais alta. E há uma data que define todo o seu caso: desde 10 de janeiro de 2026 exige-se visto consular aos cidadãos venezuelanos, e quem registrou sua entrada antes dessa data pode iniciar ou continuar a residência sem ele.

A Espanha não integra o Acordo do MERCOSUL, então seu trâmite vai pela via geral da Lei 6984/2022: com Interpol e com a taxa mais alta, embora seus documentos já estejam em espanhol e não haja nada a traduzir. O que mais gera mal-entendido não é o trâmite, e sim confundir residência migratória com residência fiscal.

Seu trâmite vai pela via geral da Lei 6984/2022: Interpol, taxa cheia, apostila e tradução juramentada de tudo o que estiver em inglês. É o caminho com mais passos prévios, e quase sempre o gargalo está num só lugar: o FBI Identity History Summary e sua apostila.